segunda-feira, 7 de julho de 2014

Conquista na Pedra do Lajão em Águia Branca, ES


Pedra do Lajão avistada da estrada. Foto Oswaldo Baldin.


E lá estava ela! Sempre! O tempo todo! Durante todas  as idas e vindas de quem cruzava a estrada de terra que leva ao cartão postal de Águia Branca: os Três Pontões. Uma parede estética, longa, que a estrada apresentava de frente após virar uma curva. E possivelmente por isso, deve ter sido namorada por alguns escaladores/conquistadores... inclusive por nós três: Fred Knopp, André "Tesourinho" e eu, que há tempos  estávamos querendo abrir uma via nela.


Do lajão que deu nome à pedra, essa é a vista da parede.
Foto Andre Luiz dos Santos.


E foi chegada a hora, depois de muito tentar e finalmente conseguir conciliar a disponibilidade dos três indivíduos durante quatro dias, em dias de semana. E lá fomos nós!

Eu e Tesourinho fomos um dia antes. Chegamos lá tarde, e com isso não deu pra fazer muito no primeiro dia. Foi um final de tarde dedicado para escolher a melhor linha para a conquista, traçar a estratégia de aproximação, e abrir uma trilha que teve que ser à base do facão.

Particularmente prefiro me embrenhar no mato sem portar as lâminas de aço, pela locomoção ser bem mais rápida. Mas nesse caso além do mato estar bem fechado, julgamos mais sensato abrir uma picada de trilha para facilitar o acesso durante os dias seguintes e, para facilitar a localização do acesso para as futuras repetições.


A primeira proteção dos quase 500 metros de parede. 
Foto Andre Luiz dos Santos.


Para aliviar a fomiagem de fazer a via começar a surgir na parede, peguei a segurança do Tesourinho e parti para conquistar a primeira enfiada. Onde a rocha se apresentou mostrando-se agradável: aderente e não quebradiça. Empolgado, mas com os raios de luminosidade indo embora, continuei, conquistando a segunda enfiada, que apresentou uns lances mais técnicos, e essas passadas acabaram ficando mais protegidas. Bati a parada já no escuro, e rumamos de volta pra cidade.


... da janela do hotel em Águia Branca. Foto Oswaldo Baldin.


No dia seguinte o Fred chegou para se juntar na cordada, e passamos o dia todo no ato da conquista. Continuai no trampo, puxando a ponta da corda, e a cada enfiada finalizada, ao perguntá-los quem conquistaria a próxima, os caras só diziam que estavam bem acomodados ancorados, e querendo estar somente na onda de dar segurança, rs. Esses parceiro são fodas! 

Como eu estava pilhado, e afim de conquistar meeeeesmo - azar deles que não faziam questão -, a cada enfiada ia mais amarradão na vibe da conquista. E assim rolou de finalizar o dia com seis enfiadas concluídas. E baixamos da montanha na tranquilidade, ainda de dia.


Entardecer com o supremo Três Pontões.  
Foto Andre Luiz dos Santos.


Acordamos no terceiro dia com o esqueleto um tanto doido, então resolvemos tirar o dia para descanso. E como não poderia ser diferente, passamos algumas horas entre sobe e desce, e muitas curvas em estradas de terra procurando novas paredes virgens, vislumbrando linhas, e enxendo ainda mais a manga de possibilidades para se conquistar nesse município do noroeste capixaba.

Momento 'bascana', da escaladinha móvel da via!
Foto Andre Luiz dos Santos.


No quarto dia de empreitada começamos o dia de trabalho jumareando por 300 metros de cordas fixas. Sai para conquistar a sétima enfiada, e na parada dela foi que deu pra ver o restante da parede que faltava, e que revelou uma muralha seguida de um diedro que levava para a parte mais alta da montanha.

Reunidos na P7, e eis que surge o espírito de conquistador no Fred: ele pega a furadeira, ajeita os apatrechos em sua cadeirinha, e enfim parte para ir em busca do desconhecido. Uma hora algum membro da 'dupla dos tesouros' tinha que tomar uma iniciativa! rs. Então lá foi ele, esticou, e bateu a parada num platô muito bom, que era a base da parede da reta final da via.

Ultimo trecho, e a parte mais estética da escalada. 
Foto Andre Luiz dos Santos.


A parede a seguir era bem convidativa, de cor esbranquiçada, agarras visíveis, e pouca vegetação.

Como os parceiros não quiseram, parti - com muito prazer - para conquistar o trecho final da via. 

Como essa oitava enfiada se apresentou com uns lances mais técnicos (em ótimas agarras), fui protegendo num padrão E2, e desfrutando da enfiada. No final ela encontra com o início de um grande diedro (mas que não necessita de móvel nessa parte), e finaliza em seguida essa enfiada. Muito maneira mesmo!


E, cume! Foto Andre Luiz dos Santos.


Continuei tocando para a ultima enfiada, que saindo da parada rolou de fazer uma proteção com um camalot pequeno, depois entra em uma vegetação (se quiser rola proteção natural), e a via continua na rocha limpa logo na sequência, para a direita. Essa parte é linda, é onde se pega uma aresta que mostra realmente a grandiosidade da parede escalada. E com mais um pequeno trecho de vegetação, final de parede rochosa e, final de via!

Com uma caminhada de uns 15 minutos, passando à direita do grande blocão no topo da montanha nos levou ao cume, de onde se tem uma visão magnífica das montanhas de Águia Branca. E lá deixamos o livro de cume embaixo de um grande totem.


A "Pirambéu Espelhado". Foto Oswaldo Baldin.


A via totalizou 485 metros, e por enquanto graduada em 4º V+ D2 E3. As enfiadas são protegidas com chapeletas, e as paradas duplas são em grampos. E em todas as enfiadas em que os lances são um pouco mais técnicos, estes estão bem protegidos. Para os poucos trechos em móvel, leve Camalots do nº 0.5 ao 4. É necessário duas cordas de 60 meros para possibilitar o rapel, e recomendável o uso de algumas costuras longas e fitas diversas.


Clique para ampliar o croqui.

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Esse nome um tanto exótico foi dado à via em decorrência de conversas com nosso amigo "Piu", morador de Águia Branca e esposo da nossa grande parceira Vera Souza, que sempre nos ajuda muito por nossas estadias por lá.

Em conversas sobre pedras e escaladas com o Piu, ele disse que, quando a pedra é muito grande pode se dizer que é um "pirambéu". E quando ela chega a ser bem inclinada, parece ser "espelhada". Isso fluiu como poesia, rs. E resolvemos batizar a via como Pirambéu Espelhado, em homenagem ao nosso amigo figuraça Piu.

Conversamos com moradores no entorno para averiguar, e como todos afirmaram que a montanha não tinha nome, resolvemos batizá-la como Pedra do Lajão, pois o grande ponto de referência para ir ao encontro dela é uma laje de pedra enorme, ao lado esquerdo da estrada, e que forma uma área plana de rocha esbranquiçada, de onde se tem uma visão muito boa da parede e da linha da via. E desse lajão também dá pra curtir um belo visual de toda a cadeia montanhosa do vale.

Para chegar na via é só entrar à direita após passar a ponte na cidade de Águia Branca e seguir. Em um momento que aparecer uma bifurcação siga para a direita. A estrada vai te revelar essa parede de frente, não tem erro! O melhor acesso para a via é seguir mais um pouco e parar o carro perto do lajão descrito. Caminhe nele tendenciando para a esquerda, depois vá descendo o pasto até onde ele termina em uma matinha. A trilha inicia bem na ponta da direita da matinha, bem embaixo. 

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Pedra do Ney, Bico da Coruja e Pedra da Onça ao fundo.
Foto Andre Luiz dos Santos.


Valeu parceiros por mais essa grande conquista! E que ao final acabou sendo muito engrandecedora pra mim, possibilitando uma vivência continua e mais intensa 'do ato' de conquistar. Então de certa forma, obrigado por terem negado tanto a ponta da corda, seus sacanas! rsrs.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

8º Encontro Capixaba de Escalada




O já consolidado evento anual organizado pela Associação Capixaba de Escalada vai para sua oitava edição. E esse ano o cenário será o município de Águia Branca, localizado no noroeste do ES, que compõe um reduto de grandes vias tradicionais, que estão englobadas dentro do Monumento Natural dos Pontões Capixabas.
 
Em breve será divulgado maiores informações sobre inscrições, programação, lista de vias, dentre outros. Fique ligado e se programe para curtir este clássico evento da escalada capixaba. Escaladores(as) de todo o Brasil estão super convidados!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Festival Capixaba de Boulder




 
Com o objetivo de divulgar e desenvolver as várias vertentes do esporte no Espírito Santo, em julho os escaladores capixabas contarão com um Festival de Boulder nas areias da Praia da Costa em Vila Velha, em um grande evento que englobará outras quatro modalidades esportivas praticadas nesse município que compõe a região da Grande Vitória, e abriga um dos mais clássicos campo escola do Estado, o Morro do Moreno.
 
O Festival Capixaba de Boulder é uma realização da Planeta Vertical, e contará com uma estrutura de parede de escalada que será montada exclusivamente para o evento. E tem o apoio da Secretaria de Esportes de Vila Velha, e Associação Capixaba de Escalada - ACE.
 
Essa é mais uma oportunidade dos escaladores capixabas se reunirem, confraternizar, e irem em busca da ultima agarra dos boulders a serem montados. Em um evento que terá grande visibilidade, por ser em uma área aberta, atraindo o público em geral.
 
Em breve teremos maiores informações. Mas uma boa dica é aproveitar que a mensalidade do muro da ACE abaixou, e ir dar uma treinada!

 
 
 
 
 
 

domingo, 8 de junho de 2014

Recauchutada na Via Casa da Mãe Joana



Via casa da Mãe Joana. Foto Hermes Thorvalden.


Um ponto de parada em uma via onde cada uma das duas chapas possui uma malha rápida em cada literalmente não é a melhor opção, pensando no momento do rapel. A corda tente a ficar extremamente pesada pra puxar, e muitas "cocas" se formam ao longo da corda. Mas as vezes no corre da conquista...
 
E é o que aconteceu em 2010 quando conquistei essa via com o Hermes Thorvalden e Jose Luiz Pappone, (que foi a primeira da parede, hoje existem outras três). Esse é o equipo que tínhamos na ocasião da conquista, e assim havíamos equipado as paradas. E as cordadas que repetiram a via passaram essa dificuldade citada.
 
Essa semana repeti a via pela primeira vez após a ter conquistado - três anos depois -, com o Fred Knopp. E aproveitamos para trocar todas as paradas por "Tops" (chapas com argolas) da marca nacional JGariglio, ficando agora bem tranquilo para recolher a corda pós rapel.
 
E também aproveitei para bater uma chapeleta em um lance que era bem exposto na quarta enfiada (a enfiada crux). Agora o lance está mais protegido, e acredito que possibilitará que mais gente repita a via com maior tranquilidade.

E uma dica é levar um Camalot # 1 e/ou 2 para melhorar a proteção  da quinta enfiada, em uma fenda que fica após a segunda chapeleta e antes da parada. É uma opção, mas que dá pra fazer sem a(s) peça(s) também.



 
Para ver maiores informações sobre a via, acesse o relato da conquista clicando aqui.
 
 
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sábado, 10 de maio de 2014

Conquista na Camela em Águia Branca


A estética Pedra Camela, ES. Foto André Luiz Santos.


Hoje são 18 opções de vias em Águia Branca, a maioria acima dos 300 metros de extensão, que se espalham pelo vasto relevo rochoso deste município localizado no noroeste do Estado. E junto com o seu município vizinho Pancas, se tornam a  a maior concentração de grandes vias no Espírito Santo, ligados rochoso Monumento Natural dos Pontões Capixaba. Um destino à cada dia mais consolidado nas escaladas tradicionais.


Fred iniciando a quarta enfiada. Foto André Luiz Santos.


Sempre, em cada visita que fazemos nestes municípios, ao terminar uma escalada ou nova via, voltamos pra casa com um monte de novas opções 'na manga' de linhas para conquistar nas muitas paredes que nos deparamos pelo caminho. E com isso nossas mangas vão ficando cheias, felizmente, pois não se esgotam as novas possibilidades de rochas virgens para serem desfrutadas.

E numa dessas idas e vindas em Águia Branca, deixo para o amigo André descrever abaixo como é que surgiu e foi acontecendo a conquista da montanha que é título deste post.


Pedra Camela à esquerda. Foto André Luiz Santos.

Amostra do relevo de Águia Branca. Foto André Luiz Santos.

 
"Após a conquista da via 'Olhar do Junior' na Pedra Bonita (juntamente com o Oswaldo Baldin e o Fábio Gerra), eu (André) e Fred decidimos sair à procura de uma nova montanha para iniciar outra conquista nos arredores. E encontramos justamente no triângulo de divisas entre Águia Branca, Nova venécia e São Gabriel da Palha a Pedra Camela. Fato ocorrido em 2011, ano em que eu tornara pai há poucos meses, e Fred estava com sua esposa grávida, ambos marinheiros de primeira viajem na paternidade, e detalhe: de duas meninas. Dai entramos em comum acordo de que iríamos conquistar essa via em homenagem a nossas filhas.
A primeira investida foi em 2011 e rendeu duas enfiadas conquistadas utilizando batedor. Depois em 2012 retornamos para estrear a furadeira, fazendo render mais duas enfiadas. 
Em 2013 eu e Fred conseguimos programar nossas férias juntos, com plano de finalizar duas conquistas, ambas em Águia Branca. E em 30 dias de férias rendeu apenas uma enfiada (rsrsrsrs). A alta positividade do meu parceiro contribuiu para essa incrível progressão!
No Carnaval de 2014 surgiu uma boa oportunidade de dias disponíveis. E com a ideia de fazer uma boa ação de livrar dois jovens do álcool nessa data específica, então intimei esses dois brothers (Baldin e Gilson) para formar a trip e dar um suporte nessa quarta investida na Camela, em busca do cume."

 
André estreando sua furadeira. Foto Frederico Knopp.


Pois é! Com esse convite eu e o Gilson entramos na barca para conhecer a Camela, objetivando todos a finalização da via. Juntamos com Fred e André em Ibiraçú e pegamos o asfalto rumo à montanha, chegando na base dela já quase escurecendo. Mas nos últimos raios de luminosidade ainda foi possível perceber que a linha que a dupla pegou era muito estética e bonita, e isso motivou ainda mais!


Símbolo de Águia Branca, os Três Pontões. Foto Oswaldo Baldin.


Acertamos de dormir em uma pedreira, pois ficaria perto e facilitaria a aproximação. Infelizmente esse é o ponto negativo das imediações da pedra: um cenário de destruição ocasionado por uma pedreira que está em atividade próximo à Camela. E este não é um caso isolado, pois dezenas de outras pedreiras estão espalhadas pelo norte e noroeste do ES, contrastando a beleza de monumentos naturais com o "avanço" (?) desenfreado e horrível das pedreiras, detonando as paisagens capixabas.

Mas voltando... dessa pedreira é só subir um pasto que se chega na base da pedra com apenas uns 10 minutos de caminhada, tornando essa, uma escalada de grande facilidade de acesso.
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Baldin continuando a quinta enfiada. Foto André Luiz Santos.


Esquematizamos de revezar as guiadas das quatro primeiras enfiadas já conquistadas, e assim fomos. Quando chegamos na P4 o André me deu as coordenadas sobre a continuidade da via e me preparei para guiar a quinta e finalizar a conquista dessa enfiada que ele quase havia finalizado na investida anterior. E no momento de partir eis que o tempo deu uma virada e a chuva começou a respingar. Neste momento o Fred, com o seu já clássico pessimismo tenta nos adrenar, mas como eram 3 contra um, o otimismo ganhou! A nuvem aguada se foi e eu parti para repetir a enfiada, onde em alguns trechos o André havia conquistado com alguns furinhos de cliff. Mas repetindo deu pra escalar toda em livre, passando por um crux bem legal. Fui no limite que ele havia ido na investida anterior e a finalizei batendo a parada.


Camela à esquerda, e Invejada à direita. Foto André Luiz Santos.


Com todos reunidos na na P5, ao observar o trajeto acima é que minha ficha caiu, do porque a dupla (ou casal? rs) André e o Fred teria colocado tanta pilha convidando para ir nessa conquista: à frente estava o trecho que viria a ser o crux da via, rsrs. A parede ganhou um pouco mais de inclinação, e era ausente de agarras para ficar momentaneamente para instalar os grampos. Querendo evitar de fazer furos de cliff me utilizei de ficar 'ancorado' momentaneamente em pequenas bromélias para furar, e levitando nelas rolou de proteger esse trecho (6º). Transpus um peitoral, a pedra se deitou novamente, numa escalada mais fácil dei um esticão finalizando a P6.


 A distância entre a Camela e os Três Pontões. Foto André Luiz.


A vegetação do cume já estava bem à vista. Então o André deu uma pilhada no Fred, que pegou a ponta da corda e esticou até o final por um trecho bem tranquilo, batendo apenas um grampo no meio de 55 metros. E lá fomos nos reunir nós ao encontro do final da via, e para a sombra de coqueiros e árvores que nos recepcionaram ao final desta escalada.

Eu e o Gilson sabíamos sobre a história narrada acima pelo André, que essa conquista era para homenagear sua Alice e a filha do Fred, a Laura. Mas eis que o André saca o livro de cume e nos mostra a foto de ambas princesas nas folhas do caderninho, e nos diz que sugeriria o nome da via de "Anjos". Foi um momento onde todos, com emoção, concordaram plenamente com o nome e assim a batizamos. E lá no cume da Camela encontra-se p livro de cume, que guarda a foto desses dois anjos, o relato desses quatro escaladores, e aguarda o registro de futuras repetições.
 

 Via Anjos finalizada, na parceria! Foto André Luiz Santos.


Valeu parceiros Fred e André por mais uma grande vivências juntos, e pela boa vibe com o carioca Gilson, com quem pude dividir a cordada pela primeira vez.


 
A Anjos. Foto André Luiz Santos.


A via segue pela linha mais natural e óbvia da montanha. Uma escalada toda protegida em grampos P de 1/2 e com paradas duplas. São necessárias 12 costuras (algumas longas para diminuir atrito) e corda de 60 metros (duas para possibilitar o rapel). Certamente essa via agrega como uma das mais acessíveis para escalar em Águia Branca, com aproximação super fácil, e por ser uma linha bonita que pode ser escalada super leve. Todos "trechos crux's" de cada enfiada estão muito bem protegidos, tornando essa via tranquila para ser escalada, na super curtição.




Acesso: Na saída de Águia Branca (sentido Vitória x Barra de São Francisco) passar o posto e sair do asfalto entrando à direita, por uma estrada de terra. O sentido é sempre objetivando o visível Três Pontões. Após passar por ele entrar numa bifurcação à esquerda (neste momento são 13km percorridos a partir da cidade). Depois na próxima à direita, e na outra à esquerda (onde existe uma pequena igreja). Seguir até a casa da Dona Marina, onde se deve avisar sobre sua visita e intenções. Todo esses trajeto por estrada de terra à partir da cidade tem 20 km.


sábado, 26 de abril de 2014

Abertura da Temporada de Escalada do ES - 2014


Nos dias 03 e 04 de Maio acontecerá este evento pelo segundo ano consecutivo na cidade de Castelo, que tem toda a tendência de se consolidar anualmente neste município do Espírito Santo.




Os arredores do município já conta com um número bem significativo de vias Esportivas e Tradicionais, que poderão ser usufruídas durante o evento juntamente com as oficinas de Nós e Ancoragens e a de Highline, palestra sobre conquista na região, sorteio de brindes, e muita confraternização entre os participantes, na rocha e na bela área do Furlan, altamente estruturada para receber os escaladores no próximo final de semana.


 Muitas vias já abertas nos arredores do evento. Foto Naoki Arima.


Além das novas vias que sempre surgem no local, está sendo construído na base da falésia Apeninos um Abrigo de Montanha, e melhorias de acesso e contenção de base dos setores são realizados com grande empenho e trabalho voluntariado dos associados da ACE. 


Base do evento, totalmente estruturada. Foto Naoki Arima.


As inscrições seguem até o dia 28 de Abril e podem ser feitas no site oficial do evento, que conta com uma vasta informação sobre o local, vias, estrutura e fotos: www.http://escaladores.com.br/



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quanto vale a sua vida?





O problema do "mercado da aventura" no Brasil é imenso, pois se tornou "modinha" abrir pseudo empresas e se tornar pseudos condutores/monitores/instrutores do dia pra noite. E no Espírito Santo este nicho NO mercado tem se disseminado à passos largos, se reproduzindo feito pombos: em larga escala!

É impressionante como brotam empresas, que na verdade são grupos - pessoa física - mas que se auto intitulam pessoas jurídicas. O imediatismo que os pseudo gestores destes "negócios" tem em querer abocanhar uma graninha extra, na grande maioria das vezes atropela o fator que deveria ser o principal, mas que eles não conseguem enxergar: A SEGURANÇA! O que é perceptível é que "estes" (os tais pseudo condutores/monitores/
instrutores que passarei a chamar assim) não se dão conta (e o pior, as vezes nem o cliente) que estão sendo pagos não somente para proporcionar boas vivências para outras pessoas, mas também de assegurar a vida dessas pessoas, para que elas voltem para seus lares e abracem seus entes queridos narrando o quão emocionante foi aquela experiência em meio a natureza.

"Estes" não irão parar de surgir no mercado. Eles estarão sempre chegando "na área", marginalizando este seguimento à qualquer custo - e nem conseguem enxergar seus próprios custos operacionais quando formam preços irrisórios de seus "serviços" - buscando de qualquer forma o seu lugar ao pódio. E nessa busca atropelam a ética e joga a segurança pra debaixo do tapete. Portanto é o cliente que tem que saber onde e com quem vai depositar sua vida para usufruir de momentos de alegrias (ou tristezas) em meio a natureza. É o cliente que deve colocar em prioridade não no preço que pagará por um roteiro ou curso, mas primeiramente se perguntar antes de comprar: QUANTO VALE A MINHA VIDA? 

E para as pseudo empresas e quem está a frente delas, procurem agir de forma ética e consciente para não acabarem com a vida de ninguém e nem de si mesmos, sabendo que o que fizerem negativamente se tornará uma consequência para todos os envolvidos no seguimento, que englobam os profissionais sérios e os loucos. E procurem trilhar seu próprio caminho: Não usem de empresas que já estão consolidadas no mercado para se promoverem, portando não copiem fotos e textos de outras empresas para usar em sua promoção. No mínimo "fabriquem" suas próprias fotos e tenham criatividade para criar seus próprios textos. Se não tem capacidade para isso contrate algum profissional, até porque se vocês se auto intitula como pessoa jurídica, uma empresa tem que ter em sua gestão parte do orçamento para trabalhar o marketing. 

Desejo aos que chegam no mercado que se capacitem antes de agir, seja nos quesitos técnicos de segurança e na gestão de negócio. E aos clientes, que estes tenham a consciência de avaliarem profundamente quem contratar antes de "se aventurar". Existe hoje no Brasil entidades que qualificam e que certificam empresas para atuarem neste seguimento. Procure se informar bem, muito bem, antes de comprar algum serviço de Esporte ou Turismo de Aventura.

Desejo boa Aventura Segura para todos(as). E que todos(as) permaneçam vivos(as) pelos ambientes naturais do Brasil, inclusive deste meu belo Espírito Santo.
 
 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E aconteceu, mais uma Mostra no ES!


Filmes de Montanha na telona. Foto Naoki Arima.


Mais uma edição da Mostra de Filmes de Montanha do ES foi realizada, recebendo entusiastas dos filmes de montanha, e fazendo consolidar cada vez mais esse evento no ES, realizado pela Associação Capixaba de Escalada.

Agradecemos a todos os envolvidos com a organização, aos produtores dos filmes, e ao Cine Jardins pela parceria de sempre.

Dê uma conferida nas fotos do Naoki Arima clicando aqui.

E ano que vem tem mais!

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Detalhes da IIIª Mostra de Filmes de Montanha do ES


Os Esportes de Aventura tem mais uma vez espaço garantido na tela do cinema no Espírito Santo. Filmes tendo como tema a Escalada, Wingsuit, Highline e Paraquedismo serão exibidos no Cine Jardins em Vitória no dia 11 de Dezembro com sessão às 21 horas.



Os ingressos poderão ser adquiridos a partir do dia 04/12 na bilheteria do Cine Jardins (Jardim da Penha em Vitória) e na sede da Associação Capixaba de Escalada- ACE (Bairro de Fátima em Serra).

Devido a grande procura  por ingressos nas edições anteriores, é recomendável que adquira o seu com antecedência! O valor é de R$ 15,00. E associados com mensalidade em dia tem 50% de desconto.


Confira os filmes que farão parte da edição de 2013:

Altas Emoções nos Cinco Pontões | Escalada e Highline, 2013, 10min, Produção Alexandre Bizinoto
Documentário da redescoberta dos cinco pontões capixabas para o circuito de atividade de aventura. Trekking, escalada, highline e muitas emoções acompanham essa turma de escaladores ao interior do Espírito Santo para conhecer e explorar um dos mais belos rochosos do Brasil. 

A Temporada | Escalada Boulder, 2013, 5min, Produção Erick Grigorovski
No que parecia ser apenas mais um dia de escalada, Waldo se depara com um desafio que logo se transforma em sua grande obsessão. Durante toda a temporada, ele trabalha em busca do que acredita ser sua maior conquista.
Para ver o trailer clique aqui.

Agulha do Diabo | Escalada Tradicional, 2013, 13min, Produção Deyvisson Bastos
Imagens aéreas da Agulha do Diabo, uma das 15 escaladas mais bonitas do planeta.

DNA para Voar | Paraquedismo, 2013, 5min, Produção Fabio Benvenuti
O documentário DNA para Voar conta a história de três paraquedistas, avô, filho e neto, que realizam o sonho de fazer o primeiro salto de paraquedas de três gerações da América Latina. 

Elas na Pedra | Escalada Esportiva, 2013, 30min, Produção Rafael Rodrigues
O Elas na Pedra é um filme sobre escalada, sobre a beleza feminina na rocha. Por que a gente escolhe uma via? O que nos motiva? Quais são os desafios?
Para ver o trailer clique aqui.

Living a Dream | Wingsuit, 2013, 8min, Produção Gabriel Lott
Saltos de wingsuit pelas montanhas do Brasil.

Samba do Leão | Escalada Alpina, 2013, 16min, Produção Luciano Fiorenza
Luciano Fiorenza, Sergio Tartari e Flavio Daflon levam três dias para subir o Fitz Roy, na Patagônia, conquistando uma nova via, chamada por eles de Samba do Leão. Ela tem 30 esticões em seus 1.400 metros de extensão e foi graduada em 6° VIIa.

Maiores informações: www.ace-es.org.br

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Conquista na Cará - Fase: Jungle Fight


O que tínhamos pela frente agora era uma imansa laca acoplada na muralha da Pedra Cará, composta de algumas fendas, diedro, chaminé e muita vegetação. O que certamente iria agilizar a conquista, certo? Pooooorra nenhuma! Mais uma vez as aparências nos engana.

As belas montanhas do Córrego do Palmital. Foto Oswaldo Baldin.

Essa foi a terceira investida nessa montanha que é destaque da cadeira de monolitos do Córrego do Palmital em Pancas. Ela é plano de fundo da casa da família Eggert, que lá reside a 'mãezona' Dona Joana e seu filho - gente boa - Fabinho. Uma família que acolhe os montanhistas que lá se hospedam, e que já tenho o prazer de conviver já há um bom tempo. E sempre sendo pressionado - e questionado - pela Dona Joana e sua clássica sinceridade: "E ai Baldin, essa conquista não vai sair não?"

Vamos lá, close - e foco - nela! Foto Vandelei Zermiane.

Mas tudo começou no ano de... pultz, não me lembro o ano! Quando eu e o Marcos 'Tatu' resolvemos iniciar a primeira via dessa muralha, por sua linha óbvia e mais natural. Na ocasião conquistamos uma enfiada e meia por um positivo tranquilo.

A linha escolhida resumidamente se divide em três partes: a primeira em 'escalada de face' (agarras, cristais, proteção fixa), uma parte central que é a tal já citada e caracterizada pela 'escalada de aventura', e uma ultima parte no testão final, aparentemente igual ao início.

Primeiros metros da aventureira Pedra Cará. Foto Oswaldo Baldin.

Depois desse pontapé a via acabou ficando adormecida por um bom tempo. Até que chamei o Sandro Souza para a empreitada, visto seu gosto - as vezes estranho - de coisas no universo da escalada... Já diria a velha história que gosto é igual a... cada um tem o seu e, respeitemos!

No início de 2013 (também não me lembro o mês) junto com o Sandro, rendeu de terminar a segunda enfiada, e seguimos pra seguinte. Que começou em livre, mas depois a rocha inclinou, os cristais sumiram, e tivemos que terminar em furos de cliffs talon de 1/4. Atingimos o platô que daria início ao longo lance da "escalada de aventura". E assim terminamos o dia, e a investida, que na época minha furadeira havia sido roubada, e na munheca esse foi o saldo de conquista que conseguimos em um dia.

 Inicio da terceira enfiada. Foto Oswaldo Baldin.

Analisamos o que tínhamos pela frente e resolvemos que o melhor para que uma logística  culminasse, era recrutar mais um elemento, e entrar na parede no estilo cápsula, que é quando não se deixa cordas fixas para trás, e vai subindo e arrastando tudo parede acima para a sobrevivência dos próximos dias.

Refletimos então que a empreitada agora demandaria trabalho bruto e desgastante, na porcentagem de, 80% de sofrimento e 20% de prazer no momento da conquista, pois após culminar e sair da montanha o mais rápido possível (em segurança) e ir tomas as cervejas comemorativas, ai sim tudo se transforma em prazer. E foi neste raciocínio que surgiu o terceiro elemento, com características contundentes para a empreitada: Hermes 'Soldado'.

 O trecho da escalada de aventura pela frente. Foto Hermes Thorvalden.

Planejamos, trocamos uma porrada de emails alinhando o que levar tentando minimizar as tralhas, e lá fomos nós rumo à Pancas no ultimo feriado de Proclamação da República. Fui na frente com o Soldado na quarta, para agilizar de repetir as três primeiras enfiadas e rebocar o Tonin até a P3, para assim agilizar os três próximos dias de conquistas com a chegada do Sandro na quinta. Enchemos o menino com 50 litros de água, e puxamos ele trilha acima quinem um cachorro na coleira. Contamos com a ajuda do Fabinho, nosso anfitrião de sempre, e de mais um conterrâneo que abriu uma trilha melhor pra gente.


Tonin, composto por 50l de água em sua estrutura. Foto Oswaldo Baldin.

O trabalho de reboque de Haulbag ou de "TonelBag" é sempre algo ááááárduo! Mas digo que o Tonin nos ajudou. Apesar de seus 70 kilos (além da água tinha material de conquista dentro), ele deslisou bem pelos cristais dos Pontões Capixabas, o que um haullbag nornal teria dificuldade. E assim executamos o trampo: escalando, rebocando, tomando pancadas de chuvas, instalando cordas fixas, e finalizando a missão da quarta. E no anoitecer descemos pra cidade para reidratar com alguma(s) cerveja(s). "A Escalada tem que fomentar a economia local. Pratique o turismo sustentável!"

Partiu iririu pra ir molhar a goela. Foto Oswaldo Baldin.

Na quinta partimos pra parede com o trio formado, e para passar os próximos três dias pendurados. Pra aumentar a carga, mais uma mochila cargueira de 100 litros pesaaaaada! O dia estava instável, nublado, e rolando pancadas de chuva. Na P3 tomamos uma dessas, e isso atrasou retomarmos a conquista. Mas o Sandro catou uns móveis e iniciou o que viria a marcar o início da fase Jungle Fight da via: uma miscelânea entre fendas e vegetação, proteção móvel e natural.

 Quarta enfiada com um diedro supimpa! Foto Oswaldo Baldin.

E assim rolou de conquistar a quarta enfiada, que mescla trechos de vegetação com um diedro lindo no meio, finalizando numa parada bem vertical. Dali avançamos mais uma enfiada por um platô,  e a noite baixou. O problema é que tinha muito trabalho de logística ainda pra ser resolvido, e isso foi consumindo a noite. Foi trampo rebocando o Tonin, arrumando o acampamento (vertical), tudo em um espaço bem ruim de se movimentar. O jantar foi servido às 23 horas, e a pernoite iniciou com as redes instaladas em três andares, com direito a chuva na madrugada, molhando a favela vertical, e principalmente a laje, onde eu me localizava.

A favela. Foto Sandro Souza.

O dia amanheceu nublado na sexta. Acordamos tarde devido a noite mal, e pouco dormida. Mas a vida segue, e a via também! Agora por uma esquisita chaminé média, que foi se estreitando virando de meio corpo, se estreitando mais, e exigindo que o capacete fosse tirado para passar, até que ela expulsou o Sandro pra fora o fazendo escalar em agarras. Sabe aquela história que falei no início sobre gosto? Pois é, como ele gosta desse tipo de coisa, obviamente que esse trecho ficou pra ele sem nenhuma onda de escolher na porrinha, zerinho ou um, ou o que seja.

 Onde está o Wally? Foto Oswaldo Baldin.

Finalizado o trecho, peguei uns poucos móveis e passei por uma fenda, ganhei um platô e fui numa horizontal que tem um momento que a vegetação abre e revela lá em baixo a casa da Dona Joana. Enquanto isso o Soldado sofria carregando um mochilão pesado, se esquivando entre galhos.

Mais um pôr do sol se foi, e ai descemos para nossa favela pra tentar uma noite melhor... mas se a noite anterior foi bem mais ou menos, essa foi ainda pior, com presente pra mim! Minha rede rasgou, e por pouco não despenquei em cima do Soldado, que consequentemente despencaria em cima do Sandro, visto que os parafusinhos que sustentavam nossas redes provavelmente não resistiriam. Peguei minhas trejebas, e andei pelo platô pra caçar um lugar pra dormir, e a melhor posição que encontrei foi, sentado.

Amanhecendo no montanha. Foto Oswaldo Baldin.

O sabadão amanheceu bonito, ensolarado e radiante, bom pra colocar as roupas no varal. Tomamos café - sempre cozinhando num pequeno e desajeitado platô - e fomos subir pelas cordas fixas. Era chegada a hora de enfrentar a verdadeiro a cereja do bolo do Jungle Fight. Troquei o magnésio por um par de luvas, que seriam muito mais eficazes pra varar mato acima. No trecho rolaram duas fendinhas para proteger em móvel, mas o que imperava era a vegetação. Eeeeita vegetação! Chegando no final da enfiada fui presenteado com mordidas de cupins, e a finalizei num platô com arvores de porte considerável, muito boas. Estava  eu lá de boa, me livrando dos cupins, e eis que comecei ouvir gritos e xingamentos vindos debaixo, descobrindo que fodi com a vida do Soldado, que lutou para passar com o mochilão dentro do emaranhado que fiz por entre os galhos.

A cozinha. Foto Oswaldo Baldin.

O trecho seguinte era neste mesmo climax de trepa mato, e como já estava aclimatado segui por ele. Sandro veio em seguida trazendo a furadeira para enfim batermos a parada no bico da imensa laca do Jungle Fight. Lá nós pudemos visualizar a parede careca, sem vegetação, que nos separava do cume. Mas o problema foi que o tempo acabara, e tivemos que descer deixando para uma próxima - e espero que ultima - investida.

Efeitos colaterais... três dias sem tomar banho. Foto Oswaldo Baldin.

Os dias que circundam o Natal deste ano, segundo rege a lenda, está reservado para ser longe do chão e em busca de um cume. Que assim seja, e que o bom tempo esteja conosco!



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

IIIª Mostra de Filmes de Montanha do ES





Vem ai mais uma edição deste evento que faz parte do calendário oficial da Associação Capixaba de Escalada - ACE.

Filmes tendo como tema a Escalada, Base Jump, Highline, dentre outros, serão exibidos no Cine Jardins em Vitória no dia 11 de Dezembro às 21 horas.

Em breve será divulgados os filmes, locais para compra dos ingressos, e maiores informações.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Resultados do Rio Mountain Festival 2013



A satisfação foi enorme no Rio Mountain Festival. E os motivos são variados...

Apresentar o filme 'Amigo Imaginário' pra tanta gente que lotou o cinema, mostrar esse 'feito' das escaladoras capixabas, e saber que o pessoal curtiu foi bascana demais! Uma sensação de dever cumprido. Estar em meio a tantos amigos e amigas que formaram a caravana capixaba agitando totalmente no Rio foi irado demais! E encontrar os demais amigos de outros cantos do Brasil é sempre motivacional pra caramba.



Agradeço imensamente a todos que votaram no filme, e que fez resultar na premiação de 'Melhor Filme Voto Popular'. E ao júri técnico pelos outros dois prêmios, O 'Prêmio Cidade do Rio de Melhor Filme Júri Oficial' e 'Prêmio Terra Brasilis Melhor Filme Brasileiro'.

Parabéns aos organizadores da Mostra, Alexandre Diniz que levanta a bandeira de execução deste evento junto com toda sua equipe, e que fizeram deste mais um grande sucesso. E parabéns para todos os filmes que participaram da Mostra Competitiva Internacional.

Valeu demais a todos da caravana capixaba pela ótima vaispe e energia positiva. E muito obrigado aos amigos que de alguma forma contribuíram para concretizar esse filme. E um agradecimento especiaaaal para 'minhas meninas', Joyce, Luana, Evie e Luciola, que desde o primeiro momento mandaram muito bem, na conquista da via e abrilhantando esse filme com todo charme feminino.

Dedico esses três prêmios para a escalada capixaba. Valeu por tudo, e brigadão a todos vocês que mandaram a boa energia e incentivo antes, durante e após o Rio Mountain Festival. Valeu demais galera!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vinheta de abertura do Rio Mountain Festival


Uma prévia dos filmes da Mostra Competitiva que estarão na tela do Cine Odeon e no CCJF nos dias 18 e 19 de Outubro.



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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Desastre no Calogi


É, o título é pra chamar a atenção mesmo, do velho problema que detona com a escalada mundo à fora: "A atitude de um (infeliz), reflete para toda a comunidade."

E neste ultimo final de semana uma notícia altamente negativa abalou a comunidade capixaba. Trata-se do fechamento  - que por pouco (ainda) não aconteceu - do importante setor da escalada esportiva no Espírito Santo que é o Calogi.


A face que abriga as mais de 40 vias do Calogi. Foto Naoki Arima.


Naoki Arima publicou em seu Blog um texto relatando sobre o trágico acontecido, e mais uma vez, descrevendo sobre boas condutas para se praticar no local (já divulgadas trocentas vezes em ocasiões anteriores). Leia, reflita, e comporte-se de maneira ética e educada, em qualquer setor de escalada que vier a frequentar no Planeta Terra.

"Ontem, sexta-feira, recebi um aviso do escalador DuNada falando que o Sr. Ronaldo, um dos proprietários de Calogi, gostaria de falar conosco pessoalmente!


Então, em pleno sábado de sol, tiramos o nosso tempo livre e fomos até Calogi, eu e o DuNada ver o que o Sr. Ronaldo queria conosco.


Chegando lá, em menos de 10 minutos de conversa, ele disse claramente: A PRESENÇA DE VOCÊS, ESCALADORES, NÃO É MAIS BEM VINDA! Na hora, gelei, fiquei sem reação e deixei ele falando enquanto tentava me recompor e pensar em algo.


Logo em seguida ele explicou os motivos que o levaram a tomar essa decisão tão radical:


1- A principal de todas! Atitude de algumas pessoas que frequentam o local e usam termos não apropriados, em outras palavras, muitos palavrões em voz alta! Segundo ele, é muito chato, numa tarde de domingo, quando ele recebe visitas, inclusive de crianças, ficar ouvindo palavrões vindo lá de cima.


Mais tarde, descobrimos que essa reclamação não é isolada e que outros moradores também se sentem incomodados com o palavreado, e que isso já vem acontecendo há bastante tempo;

2- No último domingo, dia 22, ele falou que foi a gota d’água quando, segundo ele, 2 pessoas (mulheres) soltaram o verbo na base das vias e que na saída, quando foram abordados pelo meeiro no portão para que passassem na casa dele para um conversa, simplesmente não passaram lá e foram embora. Ele considerou essa atitude muito desrespeitosa;


3- Também reclamou que algumas pessoas andaram acampando na base das vias (já sabemos quem foram), o que é terminantemente proibido!


Todo mundo sabe que não pode acampar lá, mas as pessoas insistem em querer dar uma de malandro… Achando que podem tudo, mas se esquecem que estão prejudicando o resto!


Conversa vai, conversa vem, conseguimos reverter a situação. Prometemos que falaríamos com as pessoas e que iríamos tentar trabalhar para baixar a bola da galera na base das vias, principalmente no palavreado.



Sendo assim, solicitamos mais uma vez que:


- Manere no tom de voz e no palavreado. Lembre-se de que tudo que falamos é ouvido lá embaixo na casa das pessoas;


- Não acampe na base das vias em hipótese alguma! Se realmente for preciso acampar, vá até a casa do Sr. Ronaldo ou Sr. Jorge e solicite autorização para acampar no pátio de casa;


- Seja cordial com os moradores locais, se alguém está pedindo para passar na casa de alguém para uma conversa, não saia dando as costas;


- Não consuma drogas ilícitas na base das vias. O Sr. Ronaldo falou que, às vezes, ele sobe cortando a mata para ver de longe o que anda acontecendo por lá. Inclusive nos contou de um fato chato que andou rolando também numa dessas investidas.


E lembre se de que lá somos todos farinha do mesmo saco: escalador, caçador, turista, visitante… Somos todos escaladores diante dos proprietários. Se alguém fizer algo errado, quem irá pagar a conta seremos nós! Então sejamos consciente com as nossas atitudes e principalmente com as dos outros.


Calogi é o nosso principal point de escalada esportiva do estado e está dentro de uma propriedade particular altamente sensível. Por isso vamos cuidar com carinho para não perdermos este local!"


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Quarta Cultural na ACE: Trip em Trindade


Nesta próxima quarta acontecerá na sede da Associação Capixaba de Escalada (ACE) uma apresentação de Sandro Souza sobre sua trip de conquistas na Ilha da Trindade, que participou juntamente com os escaladores André Ilha e Miguel Freitas.

Ilha da Trindade, à 1.200km da costa brasileira. Foto Sandro Souza.


Foram conquistadas nove vias sendo três delas a conquista de montanhas virgens: O Obelisco, O Pico Preto e o Pico do Vigia. Ao todo foram 600 metros de escalada com proteções móveis sobre rochas bem diferentes do que costumamos encontrar por aqui, tudo em um cenário estilo “Mundo Perdido”.

Conquista em Trindade. Foto Arquivo Sandro Souza.

Estão todos convidados a comparecer no dia 25/09 às 19:30 na ACE, que fica no Bairro de Fátima na Serra.

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