quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nova via conquistada em Pancas - ES

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Quando se fala nas montanhas do Espírito Santo, para muitos vem a mente a cidade de Pancas, localizada na região noroeste do Estado, a 180km da capital Vitória. O município é um dos que mais concentra paredes rochosas em uma só área, formando uma extensa cadeia montanhosa que impressiona e se estende até o município vizinho de Águia Branca. Estes dois municípios, unidos por essas inúmeras montanhas aglomeradas umas as outras, formam o Monumento Natural dos "Pontões Capixabas".


As belezas naturais de Pancas. Foto Edson Reis.


Quando visitei Pancas pela primeira vez, a uns quatro anos, estava na companhia de Marcos Palhares 'Tatu', Marcio Farias 'Piveti' e Alex Zaché. Era um dia não muito propício para conhecer os Pontões Capixabas, pois uma forte chuva caía, e as nuvens carregadas e escuras encobriam e escondiam os cumes destas montanhas. Mas mesmo assim era possível ter a clareza de que ali se concentrava verdadeiros colossos montanhosos.

Em uma determinada ocasião, durante a Abertura da Temporada de Montanhismo no RJ de um ano destes passados, um escalador carioca veio trocar uma idéia, e se referiu a Pancas com um entusiasmo tão grande, que em sua definição sobre a região disse: Em Pancas estão as espinhas da crosta terrestre. Uau! rs.


Foto tirada de cima da Pedra do Camelo, com a Pedra da Agulha a esquerda, e da Gaveta a direita. Foto Baldin.


Devido a esta grande quantidade de montanhas, muitas pessoas acham que em Pancas existem várias vias... mas não. Até o final do ano passado o município abrigava somente duas, sendo estas escaladas grandes e históricas. Ha 50 anos foi conquistada a imponente Pedra da Agulha, por uma extensa chaminé que é considerada até hoje uma das maiores vias neste estilo no Brasil, e que nestas várias décadas recebeu pouquíssimas repetições. Em 2000 foi conquistada a Pedra da Gaveta - localizada um pouco antes da entrada da cidade - que possui uma enorme cratera próxima ao cume, com cerca de 50m de largura, e que deu o nome a pedra. Até hoje esta via não conta com repetição. Este município capixaba é na verdade, 'guardião' de um enorme potencial para conquistas... de grandes vias.

Em maio deste ano surgiu uma nova oportunidade de ir à Pancas. Desta vez na companhia de minha companheira Sarah Abner, fomos à cidade a pedido da Secretaria de Turismo para uma visita técnica, objetivando desenvolver e implantar um roteiro de Turismo de Aventura no município. Mesmo sendo uma viajem a trabalho, aproveitamos para visitar alguns importantes pontos desta cidade (leia-se: montanhas!), e vislumbrar as inúmeras possibilidades de conquistas para investidas futuras.

Aproveitamos a ocasião e, em conversa com Elson Nascimento, que é o subsecretário de Turismo do município, plantamos a idéia da prefeitura apoiar o desenvolvimento do montanhismo em Pancas. Este apoio seria através do fornecimento de material de conquista (chapeletas e bolts) para que os escaladores pudessem abrir novas vias, e fomentar uma cultura de escalada no município. Desde o primeiro momento a proposta foi aceita pela secretaria, e depois de muitas conversas e negociações, enfim o material saiu! Este foi então disponibilizado para a Associação Capixaba de Escalada - ACE, para que seus associados, através de solicitação junto ao GT Consquista e Manutenção de Vias, possa usufruir deste material (de acordo com as diretrizes da entidade), e conquistar dentro do município de Pancas.


Do cume da Pedra do Camelo, Sarah observa as potencialidades. Foto Baldin.


Os meses se passaram, e conquistar em Pancas estava sempre rondando pela mente. Mas o crux era achar um parceiro que tivesse a mesma vibe e disponibilidade de tempo de se estender por lá durante a semana. Eis então que, jogando a idéia, PH (Paulo Henrique Munhoz) captou a proposta e aceitou-a. Foi então fechada a cordada, para uma trip de conquista em Pancas.

Saímos de Vitória no dia 08/12, uma segunda a noite. Como não havíamos pré definido a montanha a ser conquistada e nem o estilo de via, jogamos muito equipamento no carro, para os diversos estilos de escalada.

Na terça o amanhecer em Pancas foi privilegiado. Da Pousada Ninho da Águia onde estávamos - localizada no alto de um morro - a visão era magnífica, podendo avistar as diversas paredes que circundam a cidade e formam uma verdadeira muralha de rocha. A cabeça fica até meio desorientada, tamanha são as possibilidades!

Com o astro rei nascendo por detrás da Pedra do Camelo (portal da cidade), saímos de carro para rodar, olhar, avaliar, e vislumbrar as possíveis futuras linhas. Em alguns minutos já havíamos feito o giro de ponta a ponta destas montanhas que circundam a cidade: da Pedra do Camelo à Pedra do Leitão. O momento então era de escolher em qual daquelas paredes investiríamos nossa disposição e esforços pelos próximos dias.



A Pedra do Camelo e do Leitão marcam os 'extremos' da cidade.


Mas ainda pela manhã, de uma forma inesperada, fomos 'capturados' pelo pessoal da prefeitura para ministrarmos uma palestra aos alunos da rede pública, falando um pouco sobre o potencial do lugar para a prática do montanhismo. Foi bacana ver a garotada vidrada nas explicações e curiosas ao observar os equipamentos. Provavelmente sairam de dentro daquela sala com olhares mais diferenciados para as montanhas de sua cidade. Espero poder ver (em breve) uma cultura de montanhismo em Pancas, com escaladores locais surgindo. Isso aconteceu com o Vôo Livre, e esta atividade esta bem fomentada por lá.


Palestra ministrada na prefeitura de Pancas.


Bom, depois de muitas conversações entre PH e eu, batemos a marreta e escolhemos a montanha a ser conquistada. Seria uma localizada bem dentro da cidade, no bairro do Operário. A escolha dela se deu por alguns motivos, entre eles: por uma certa insistência e desafio que os moradores nos colocaram de subir aquela parede (desde minha ida anterior lá), que podia ser vista de qualquer ponto da cidade e sendo assim, poderiam nos presenciar subindo-a. Outro motivo foi que, ao observarmos a parede por várias perspectivas, pensamos em se tratar de uma via que não daria muito trampo para se conquistar, e achamos que a escalada iria fluir bem, e finalizar sem grandes obstáculos.

A verdade é que fomos um tanto inocentes em um aspecto: a fama de Pancas é de ser uma cidade quente, e além disso, estávamos lá em pleno verão! Então no andar da carruagem, a conquista não foi tão tranquila assim... literalmente suamos a camisa!


A Pedra do Operário sendo avistada ao chegar na cidade. Foto Baldin.


No período da tarde (que calor!) nos dirigimos até o bairro Operário, onde estacionamos o carro no pátio do hospital, que fica bem aos pés da parede - havendo 'contratempos' o socorro fica bem facilitado, rs. Entrando por um beco que segue no muro à frente do hospital, se chega no quintal de uma casa, que é de propriedade da Aparecida. Com aquela conversa clássica de pedido de autorização de acesso - deixando claras as nossas intenções ali ("Não viemos para roubar, estamos somente escalando.") e garantindo o acesso futuro aos escaladores que forem repetir a via -, fomos bem compreendidos por ela e sua família, que nos dias que sucederam, sempre nos recebiam muito bem, com uma preciosíssima água gelada.

No início da conquista, Baldin abrindo a primeira enfiada.


A vontade de iniciar a conquista era tão grande que neste mesmo dia, com o sol à pique das 16h, nos dirigimos até a parede afim de iniciarmos a via. Subimos um costão fácil com cerca de 100m, e ao final dele, quando a parede se mostrava mais apíque (íngreme) batemos uma parada, marcando ali o início da via. Iniciei então a conquista por uma escalada de 4º batendo três chapas em pontos estratégicos para proteger, até que dominei um pequeno platô onde instalei a parada, finalizando a primeira enfiada com 50m. O PH subiu para também experimentar o estilo de escalada que vivenciaríamos naquela parede: um granito de boa aderência proporcionando uma escalada técnica em cristais. Nessa hora o sol já se punha por detrás da Pedra da Colina (montanha que fica ao fundo de Pancas, e abriga a rampa de Vôo Livre). Descemos muito satisfeitos por ter dado o pontapé inicial do nosso objetivo.





Nossa base foi instalada no Sítio Cantinho do Céu, um lugar fantástico que fica localizado dentro do Vale do Palmital. Este vale é cercado de montanhas, e o sitío fica bem dentro dele. Para nos abrigar: Fabinho e sua simpatica mãe, a dona Joaninha. Por ali ficamos no decorrer dos dias: intensos, desgastantes, emocionantes e gratificantes. Tudo que envolve uma boa trip de escalada... e de conquistas: da montanha e de si mesmo.


Sítio Cantinho do Céu no Vale do Palmital. Foto Vanderlei Zermiani.


Na quarta o despertador não tocou, o galo não cantou, a hora se passou, e acordamos tarde! Com o sol já alto no céu e uma 'quentura' clássica do verão de Pancas, fomos para cidade - que fica a 4km do sítio - para continuar a via.

Durante todo o tempo que estávamos pela cidade as pessoas que vinham falar conosco - por terem nos vistos dependurados na parede - não compreendiam o porque da 'loucura' de estarmos subindo por aquele parede no calor extremo que fazia. Bem, olhando por este ponto de vista (mais sensato), nem nos mesmos sabíamos o porquê. Mas com a via sendo concluída a resposta viria à tona, com certeza.


Baldin saindo da P1 e instalando uma chapa.


Pequena chaminé na segunda enfiada.


Depois de jumarearmos pela corda fixa da primeira enfiada, parti para conquistar a segunda. Sai em livre em um um lance de 4º que logo entra em uma canaleta, onde foi instalada uma chapa. Saindo em um lance de chaminé (fácil), entrei em uma outra canaleta - esta maior - onde instalei mais uma chapa. Parei, olhei, estudei os próximos lances, e vi que não teria como continuar em livre, pois a parede acima não apresentava lugar para parar em livre no lance e instalar as chapas. Depois de alguns estudos, optamos pelos furos de cliff de 1/4, protegendo de forma a dar uma boa seguarança para que as futuras repetições possam fazer este lance em livre. Dominei um platô de vegetação e chamei PH até ali. Ele então partiu para ter sua primeira experiência em conquistas. E continuou nos furos, dando seus primeiros passos em artificial.


PH seguindo nos furos de cliff.


A parede deu uma trégua na inclinação, e parti então em um lance delicado em cristais (5º). Com a corda toda esticada e parado um abaolado horrível, no perrengue bato a parada, de forma frenética e rápida. Seguindo, mesmo com a bateria da furadeira se mostrando no final, PH saiu em livre para a terceira enfiada. Parou num buraco que parecia bom (nem tão bom assim, pelo que parecia ao ver o seu sufoco) e instalou uma chapa nas ultimas forças da bateria. Então descemos deixando 110 metros de via conquistada.



Havíamos decidido tirar a quinta-feira para dar uma descançada dos dois dias anteriores que haviam nos sugado uma energia extra, por conta do calor que estava insuportável na pedra. Mas por alguma ironia do destino, esta quinta amanheceu nublada, o que seria um dia perfeito para escalar. Mas putz, agora já era! A esperança era de que na sexta também estivesse nestas condições climáticas mais favoráveis. Mas os moradores nos alertaram, que por lá dois dias seguidos de tempo nublado é coisa raríssima!

Tiramos então o dia para visitar alguns pontos turísticos de Pancas. E o Elson, como sempre, estava disposto a nos recepcionar e guiar pelas redondesas. Fomos ao topo da Pedra da Colina (na estrada que liga Pancas a Mantenópolis), onde fica a rampa de Vôo Livre. De lá se tem uma visão espetacular da cidade e das suas várias montanhas: Pedra do Camelo, da Agulha, Gaveta, Pedra da Cara, da Ponta, do Morcego, do Leitão, e muitas outras (sem nome), sumindo no horizonte.


A triste constatação/contradição: montanhas comercializadas.


No período da tarde fomos ao distrito de Laginha, onde aflora a continuação da cadeia montanhosa que segue até o município vizinho de Águia Branca, sendo possível seguir até lá por estrada de terra.

Para finalizar a quinta de descanço, de volta ao sussegado Vale do Palmital, o momento foi de realizar uma alimentação de alta performance a base de torresmo com aipim, banhados com cerveja, para um próximo dia intenso de conquista... e que prometia cume!


A cidade vista da via, com a Pedra da Colina ao fundo.


Na sexta (11/12) o despertar foi as 5h da matina. Impressionante como o sol já se mostra radiante com seu poder caloroso vindo nos acolher. Era uma amostra do que estava por vir no decorrer do dia.

Estacionamos novamente o carro no pátio do hospital e preparamos as mochilas. Adicionamos nela - com otimismo - o livro de cume, acreditando que aquele dia poderia ser o de finalização da conquista. Tocamos pedra acima pelas cordas fixas, chegando aos 110m completamente banhados de suor. E olha que isso não eram nem 07h da manhã! É, seria um dia bem quente.

A partir da chapa batida pelo PH na quarta, continuei a conquistar a terceira enfiada. Com uma travessia em livre para direita, cheguei em um pequeno plato de vegetação, de onde tive a constatação da parede que se erguia à minha frente: uma linha reta sem vegetação, e crosta rochosa formada de pequenos cristais que se mostravam sendo uma escalada bem técnica e precisa. Até ai tudo bem, teria diversão garantida pelos próximos 40m. O problema era que em todo este trecho a parede não apresentava nenhuma - por menor que seja - agarra/saliência/buraco razo/platozinho em aderência, nada, absolutamente nada para mandar o trecho em livre e parar para inatalar as chapas... isso - pelo que parecia - em um trecho certamente de 7º alguma coisa, e derepente até 8º. Então chegamos a conclusão que o melhor a ser feito era tocar em cliff novamente. Fui intermediando e instalando chapas em pontos estratégicos pensando em tornar a enfiada bem protegida (E2) para as repetições futuras a mandarem em livre. Derretendo em suor e espumando de tanta sede, bati a parada e finalizei a terceira enfiada com 50 metros cravados de corda esticada. Olhando para baixo percebemos que a enfiada ficou realmente muito atraente e convidativa para ser feita em livre, por uma escaladinha bem 'técnique'.

Para nos dar um ânimo e agilizar mais a conquista, a parede agora apresentava alguns platôs de vegetação. Então PH assumiu a ponta da corda para agora conquistar uma enfiada na técnica batizou como 'Platômuchi' (tirem suas próprias conclusões, rs). E lá foi, saindo em livre nuns cristais pela direita da parada, dominando um platô de vegetação, escalando, se interligando com outro platô, e tocando. Bateu três chapas no decorrer da enfiada, que finalizou com 45 metros.


PH saindo para conquistar a quarta emfiada.


Neste ponto a via estava com 200 metros. O sol estava em cima de nossas cabeças anunciando que ainda teríamos a outra metade do dia para atingir o cume. No ponto em que estávamos, segundo nossos cálculos - de todos os dias anteriores observando a parede -, tínhamos a clareza de que a partir dali faltava pouco para o cume, e que o trecho final era bem positivo e fácil. Bom, de longe as coisas parecem bem mais fáceis, mas como já diria a velha canção: "...nem tudo é aquilo que parece ser..."

Queríamos finalizar a conquista, pois não nos imagínavamos fritando naquele sol por mais um dia. A água que nos restava era pouca (somente 1 litro para nós dois), a bateria da furadeira já acabara, e o desgaste físico nos desanimando. Mas resolvemos unir forças e partimos para o tudo ou nada do 'só o cume interessa'! (que piadinha velha e sem graça... mas que continuamos a usar).


Dando o último gás, já bicolores por conta do sol.


Na P4 onde estávamos não dava pra ver a extenção da parede que restava. Então para acabar logo com a dúvida e apreenção, sai guiando e resolvi não proteger - pois estava insuportável permanecer parado na pedra para instalar uma chapa. Dominei um platô de vegetação, olhei pra cima e constatei que o tal trecho final positivo que avistávamos da cidade, não era uma rampa tão pequena assim. Fui subindo, esticando, esticando, sem nem cogitar em parar para proteger. Mas com o esticar dos 50m de corda fui obrigado a parar e bater uma chapa. Chamei o PH, que chegou ali com o corpo minando água feito uma bica. Sem perder tempo algum, e sem raciocinar muito (o sol já tinha fritado os neurônios) sai guiando novamente. Fui subindo uma rampa de 3º esticando corda e sem parar para proteger. E nada da parede terminar e o cume chegar. Já tinha esticado outros 50m, até que a corda acabou. Na euforia de chegar a uma sombra no cume, pedi ao PH para soltar a segui e subi pelo restante da rampa solando. E finalmente sentei debaixo da tão aclamada sombra do cume. Coloquei a corda fixa e o PH chegou e se juntou na sombra. Ao invés de gritos de euforia para comemorar a conquista, o silêncio tomou conta de nós, e por alguns minutos permanecemos mudos. O desgaste decorrente do calor havia nos exigido bastante, e graças a ele (a tá, agora que acabou tá beleza) surgiu o nome da via: MissPanca.


Registrando alguns dizeres no livro de cume.


Próximo a esta pequena árvore e debaixo de uma laje de pedra deixamos nossos registos no livro de cume. E a via MissPanca ficou sendo uma linha com 330 metros protegida com 31 chapeletas com bolts de 10mm, todas as paradas duplicadas e com malha rápida, prontas para o rapel. Uma escalada variada: tem enfiada em livre de 4º com exposição E3, passando por enfiadas em cliff (A1) que podem ser liberadas e mandadas em livre futuramente (protegidas em E2), até as duas enfiadas finais, que apesar de serem fáceis (3º) não tem nenhum grampo intermediário, somente nas paradas a cada 50 metros. Então a via, com sua variedade, é garantia de diversão.





O final de tarde se aproximava, nos restava bater e duplicar as paradas finais na mão, pois a bateria da furadeira já havia acabado... bem antes das nossas. E sem água nos rapéis, ldescemos impando a parede das cordas fixas, e chegamos na base somente as 21h. E mais uma vez lá estava Aparecida & Cia, nos esperando com a mais preciosa das águas geladas.


Localização da via MissPanca. Clique para ampliar.


Acesso: A partir de Vitória o acesso é pela BR 101 Norte. Seguir até Colatina (pegue a ponte, para evitar passar por dentro da cidade) e ir até o trevo, e entrar a esquerda. Com mais 20km se chega em Pancas.

Estadia: Na cidade existe o Hotel Acácia (27-3729-1209) que fica localizado na rua principal. Outra opção é a Pousada Ninho da Águia (27-3726-1572), que fica no alto de um morro de onde se tem uma vista espetacular. Mas se preferir ficar longe da cidade, em um local mais sossegado e em meio as montanhas, é só seguir para o Vale do Palmital, (4km antes da cidade, à direita) e se hospedar no camping do Sítio Cantinho do Céu (27-9977-1208). O local possui uma agradável área para barracas com sombra o dia todo.

Alimentação: Na cidade a melhor opção de restaurante é o da Santina, que fica atrás da praça. Se estiver no Sítio Cantinho do Céu, pode estar esquematizando almoço e janta com a Dona Joaninha.

Época: Sem sombra de dúvidas (e por experiência própria) a melhor opção para se escalar por aquelas bandas é no inverno. Apesar do clima estar mais seco, a temperatura tende ficar mais amena. Mas se acabar indo pra lá em outras épocas, protetor solar e muita água se tornam itens de sobrevivência.


Croqui, clique para ampliar.


Pancas tem condição para se tornar uma meca de escaladas tradicionais. Conquistem com consciência e ética!


4 comentários:

Felipe Dallorto disse...

Parabéns aos conquistadores!! Pancas é incrível!!
Abraços
Felipe
www.escaladoresdejacarepagua.org

Linha disse...

Bladin

Blz?

Rola uns boulders ai em Pancas?

Abs

Linha

Midian Almeida disse...

Parabéns pessoal, eu conheço esse lugar e realmente a potencialidade é imensa. Iniciativas é que faltavam, agora já não faltam!
Abraço
Midian Almeida

Ítalo Spagnol disse...

Pô Predador! Anos eu t chamando pra abrir uma via nova em Pancas e nada em… rsrs
Sucesso sempre...forte abraço!